Se o medo e a cobrança, tiram minha esperança,
tento me lembrar, de tudo que vivi,
e o que tem por dentro, ninguém pode roubar.
Descanço agora, pois os dias ruins,
todo mundo tem,
já jurei pra mim, não desanimar.
E não ter mais pressa,
pois sei que o mundo vai girar,
o mundo vai girar,
eu espero a minha vez.
O suor e o cansaço fazem parte dos meus passos,
o que nunca esqueci é de onde vim,
e o que tem por dentro, ninguém pode roubar.
E eu não tô aqui pra dizer o que é certo e errado,
ninguém tá aqui pra viver em vão.
Então é bom valer a pena, então é pra valer a pena,
ou melhor não.
{Nx Zero - Espero a Minha Vez}
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Sobre onde achar
Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída
Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.
E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.
Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.
Cecília Meireles
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída
Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.
E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.
Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.
Cecília Meireles
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Sobre o Coração Selvagem
"...Olho por essa janela e única a verdade, a única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais. Lembro-me de um estudo cromático de Bach e perco a inteligência. Ele é frio e duro como gelo, no entanto pode-se dormir sobre ele. Perco a consciência, mas não importa, encontro a maior serenidade na alucinação. É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo..."
{Clarice Lispector - Perto do Coração Selvagem}
Porque estou a deixar que os outros falem por mim, não cala mas consola.
{Clarice Lispector - Perto do Coração Selvagem}
Porque estou a deixar que os outros falem por mim, não cala mas consola.
Sobre o nada
Um gosto amargo na boca, uma agonia aguda na boca do estômago.
Uma sensação de que nada vai melhorar nunca.
Deus é testemunha do meu empenho, da minha vontade e do meu esforço para ficar bem e ser otimista, para não deixar que o externo me atinja, mas como tem sido difícil!
E ficar nessa constante luta é ainda mais doloroso do que simplesmente me deixar cair e aceitar os golpes que me vem sendo direcionados semanalmente.
Como cansa viver assim com esse constante nó na garganta quando tudo o que eu queria era poder sustentar com gosto um sorriso verdadeiro no rosto.
Gostaria de saber exatamente o que fazer, como me comportar ou o que dizer pra mudar as coisas... mas já foram inúmeras tentativas e todas fracassadas, absolutamente TODAS.
E tendo passado 4 anos, a criatividade e a vontade vão acabando mesmo.
Tento pensar nas minhas filhas, mas se até elas não estão mais tendo o pouco de vantagem que tinham, o que há pra se pensar afinal?
Por que vale a pena continuar com essa luta de um só?
Tenho um buraco imenso no meio do peito e até consigo disfarçá-lo vez ou outra, mas parece que tudo me força e me joga pra cima dele querendo que caia de novo, mas não quero... juro que não quero.
Uma sensação de que nada vai melhorar nunca.
Deus é testemunha do meu empenho, da minha vontade e do meu esforço para ficar bem e ser otimista, para não deixar que o externo me atinja, mas como tem sido difícil!
E ficar nessa constante luta é ainda mais doloroso do que simplesmente me deixar cair e aceitar os golpes que me vem sendo direcionados semanalmente.
Como cansa viver assim com esse constante nó na garganta quando tudo o que eu queria era poder sustentar com gosto um sorriso verdadeiro no rosto.
Gostaria de saber exatamente o que fazer, como me comportar ou o que dizer pra mudar as coisas... mas já foram inúmeras tentativas e todas fracassadas, absolutamente TODAS.
E tendo passado 4 anos, a criatividade e a vontade vão acabando mesmo.
Tento pensar nas minhas filhas, mas se até elas não estão mais tendo o pouco de vantagem que tinham, o que há pra se pensar afinal?
Por que vale a pena continuar com essa luta de um só?
Tenho um buraco imenso no meio do peito e até consigo disfarçá-lo vez ou outra, mas parece que tudo me força e me joga pra cima dele querendo que caia de novo, mas não quero... juro que não quero.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Sobre Calcanhoto
Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim...
Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será
Que você está agora?...
Porque por mais que eu tente me manter o mais otimista e positiva possível, quando é muita merda em cima de merda não tem como segurar.
Cansei oceano, cansei!
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim...
Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será
Que você está agora?...
Porque por mais que eu tente me manter o mais otimista e positiva possível, quando é muita merda em cima de merda não tem como segurar.
Cansei oceano, cansei!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Sobre porque escolhi parir.
Recebi esse texto através de uma das listas de discussão que participo, e nada poderia falar melhor por mim do que ele.
"Porque esse pode ser o meu último filho, e eu preciso experimentar o que o meu corpo pode.
Quero sentir meu filho passando através da minha bacia, abrindo meus ossos, fazendo eles quase quebrarem pela força do meu filho dentro de mim.
Quero sentir meu filho descendo e encaixando sua cabeça nas minhas entranhas, milímetro a milímetro, como se estivéssemos dançando um tango emocionante, onde cada passo fosse totalmente calculado para o resultado perfeito.
Quero sentir minhas mucosas cedendo espaço e esquentando a cada contração, quero sentir meu filho passando pelo mesmo lugar por onde ele entrou.
Quero me sentir mais perto de Deus, ao ser capaz de produzir uma vida e colocá-la de forma segura neste mundo.
Quero sentir meu útero se contraindo com força, porque eu sou mulher e eu me sinto muito orgulhosa de poder gerar, gestar, parir e alimentar uma criança e se eu não vim no mundo para isso, eu não sei exatamente então o que eu vim fazer aqui.
Quero sentir cada contração como se fosse o sopro de Deus direto para dentro do meu corpo, fazendo cada célula do meu corpo tremer com a energia desse evento.
Quero que meu filho sinta cada uma dessas contrações como se fosse um abraço forte que eu dou a ele, e como se Deus pessoalmente o estivesse embalando.
Quero que ele perceba que algo importante e grandioso está para acontecer na vidinha dele.
Quero que ele confie em mim para o resto da vida, como sendo aquela pessoa que lhe deu a vida e o colocou em segurança para fora do finito espaço uterino.
Quero que ele confie nele mesmo para sempre e saiba que com esforço e perseverança ele consegue o que quiser.
Quero que ele saiba para sempre que eu e ele juntos, com o apoio do pai dele e a torcida do irmão, podemos tudo, que não há limitação para a nossa força!
Quero provar a mim mesma que sou uma pessoa capaz, que meu corpo não é meu inimigo, pelo contrário, que ele é meu amigo, meu companheiro, meu templo e meu porto seguro.
Quero recuperar tudo o que perdi e o que me roubaram quando tive bebê pela primeira vez.
Quero me sentir poderosa, forte, vitoriosa, criativa, emotiva, grande, bonita, durante o parto e para sempre.
Quero que meu filho nasça e venha imediatamente para o meu colo, para os meus braços, para os meus lábios, para as minhas mãos, para os meus peitos, e para isso preciso ter um parto natural.
Quero que meu filho nasça em paz, sem dor, sem ser arrancado das minhas entranhas porque eu não me esforcei o suficiente.
Quero que, se as intervenções forem necessárias, elas só o sejam porque eu fiz tudo o que estava ao meu alcance para evitá-las.
Quero que meu filho nasça livre de drogas, e que assim permaneça por toda a vida, para que ele possa sentir sempre a beleza da vida de cara limpa, de pele limpa, de olhos limpos.
Quero que ele se sinta calmo e seguro, por estar sempre nos braços meus ou seus, ouvindo minha voz ou a sua, e não fique sozinho chorando num berço aquecido, sem um único som familiar para se acalmar.
Quero sentir-me mais capaz quando tudo isso terminar, uma bruxa, uma deusa, uma sacerdotiza do meu templo particular.
Quero sentir minhas entranhas se abrirem e desabrocharem dando uma vida nova a essa criança.
Quero sentir a dor, a ardência, o tremor, o prazer e a glória de parir. Quero me sentir mulher.
Só isso, amor.
AC"
"Porque esse pode ser o meu último filho, e eu preciso experimentar o que o meu corpo pode.
Quero sentir meu filho passando através da minha bacia, abrindo meus ossos, fazendo eles quase quebrarem pela força do meu filho dentro de mim.
Quero sentir meu filho descendo e encaixando sua cabeça nas minhas entranhas, milímetro a milímetro, como se estivéssemos dançando um tango emocionante, onde cada passo fosse totalmente calculado para o resultado perfeito.
Quero sentir minhas mucosas cedendo espaço e esquentando a cada contração, quero sentir meu filho passando pelo mesmo lugar por onde ele entrou.
Quero me sentir mais perto de Deus, ao ser capaz de produzir uma vida e colocá-la de forma segura neste mundo.
Quero sentir meu útero se contraindo com força, porque eu sou mulher e eu me sinto muito orgulhosa de poder gerar, gestar, parir e alimentar uma criança e se eu não vim no mundo para isso, eu não sei exatamente então o que eu vim fazer aqui.
Quero sentir cada contração como se fosse o sopro de Deus direto para dentro do meu corpo, fazendo cada célula do meu corpo tremer com a energia desse evento.
Quero que meu filho sinta cada uma dessas contrações como se fosse um abraço forte que eu dou a ele, e como se Deus pessoalmente o estivesse embalando.
Quero que ele perceba que algo importante e grandioso está para acontecer na vidinha dele.
Quero que ele confie em mim para o resto da vida, como sendo aquela pessoa que lhe deu a vida e o colocou em segurança para fora do finito espaço uterino.
Quero que ele confie nele mesmo para sempre e saiba que com esforço e perseverança ele consegue o que quiser.
Quero que ele saiba para sempre que eu e ele juntos, com o apoio do pai dele e a torcida do irmão, podemos tudo, que não há limitação para a nossa força!
Quero provar a mim mesma que sou uma pessoa capaz, que meu corpo não é meu inimigo, pelo contrário, que ele é meu amigo, meu companheiro, meu templo e meu porto seguro.
Quero recuperar tudo o que perdi e o que me roubaram quando tive bebê pela primeira vez.
Quero me sentir poderosa, forte, vitoriosa, criativa, emotiva, grande, bonita, durante o parto e para sempre.
Quero que meu filho nasça e venha imediatamente para o meu colo, para os meus braços, para os meus lábios, para as minhas mãos, para os meus peitos, e para isso preciso ter um parto natural.
Quero que meu filho nasça em paz, sem dor, sem ser arrancado das minhas entranhas porque eu não me esforcei o suficiente.
Quero que, se as intervenções forem necessárias, elas só o sejam porque eu fiz tudo o que estava ao meu alcance para evitá-las.
Quero que meu filho nasça livre de drogas, e que assim permaneça por toda a vida, para que ele possa sentir sempre a beleza da vida de cara limpa, de pele limpa, de olhos limpos.
Quero que ele se sinta calmo e seguro, por estar sempre nos braços meus ou seus, ouvindo minha voz ou a sua, e não fique sozinho chorando num berço aquecido, sem um único som familiar para se acalmar.
Quero sentir-me mais capaz quando tudo isso terminar, uma bruxa, uma deusa, uma sacerdotiza do meu templo particular.
Quero sentir minhas entranhas se abrirem e desabrocharem dando uma vida nova a essa criança.
Quero sentir a dor, a ardência, o tremor, o prazer e a glória de parir. Quero me sentir mulher.
Só isso, amor.
AC"
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Sobre a vontade de escrever
Estou com uma certa vontade e necessidade de escrever.
Coisas à toa, nada de muito importante e/ou relevante.
Inspiração não tem, só vontade de escrever. à mão que seja, mas deixar as palavras correrem.
É não tem o que dizer.
Coisas à toa, nada de muito importante e/ou relevante.
Inspiração não tem, só vontade de escrever. à mão que seja, mas deixar as palavras correrem.
É não tem o que dizer.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Sobre precisar de um amor
Não sei se foi por causa da criação, não sei se foi porque nasci sob o signo de peixes, não sei se é besteira minha... o fato é que eu sempre tive uma concepção meio furada de amor e relacionamento à dois.
Sei que de uns tempos pra cá passei por e tenho passado por várias revoluções internas e realizado muitas coisas, me abrindo pra umas e me perdoado de tantas outras e descobri que o que buscava num relacionamento era simplesmente impossível, que não existe e ponto. Nunca vi um desses, não conheço alguém que tenha tido... eu queria por querer, por idealizar na minha cabeça e ponto.
Uma visão pós comercial de margarina, tá muito acima disso que realizei que seria muito chato se realmente existisse. Nada é um mar de rosas 24hrs por dia e nada nunca será assim, senão é bem isso mesmo: um saco!
Descobri que apesar dos pesares, que botando numa balança o relacionamento que levo com meu "namorido" há 4 anos foi o melhor que tive até hoje (várias bocas abertas e perguntas de 'que?como?' agora), pois foi o mais enriquecedor e o que me fez crescer, na maioria das vezes na marra eu confesso, mas foi. E no final das contas depois de acontecer um milhão de coisas, um monte de gente cruzar nossos caminhos a gente sempre volta pro mesmo lugar onde começou e sempre juntos.
É besteira querer mudar o outro, o outro querer que a gente mude. É muito melhor se adaptar, fazer algumas concessões, ganhar algumas e conviver e viver o que há pra ser vivido.
Hoje em dia me empenho muito mais em construir um relacionamento desses com a minha filha, e assim será também com o bebê 2. Porque quando a gente é mãe e tem um ser que é totalmente dependente da gente não existe isso de querer mudar, trocar, receber... ser mãe é doação e entrega. Eles vão me ter como exemplo e referência durante muito tempo da vida deles, e eu não aceito ser uma mãe "mais ou menos". Que segue com a boiada e faz porque os outros fazem ou porque é mais fácil.
Leio muito, me informo, questiono, sigo meus instintos acima de qualquer palpite seja de quem for.
Não me dou o direito de ser só "mais uma mãe", meus filhos merecem mais.
Quando me dizem que tenho sorte com a Bruna, eu não deixo de concordar... mas tenho certeza que todos os meus conceitos e minhas formas de criá-la refletem diretamente nisso. Eu crio uma pessoa, não um bicho adestrado de circo.
Taí...realizei que o relacionamento-pisciano-pós-comercial-de-margarina que sempre sonhei tenho com a Bruna e terei com esse outro bebê, é uma relação segura e estável e que ninguém pode interferir.
Entre nós só o amor que nos cabe.
Sei que de uns tempos pra cá passei por e tenho passado por várias revoluções internas e realizado muitas coisas, me abrindo pra umas e me perdoado de tantas outras e descobri que o que buscava num relacionamento era simplesmente impossível, que não existe e ponto. Nunca vi um desses, não conheço alguém que tenha tido... eu queria por querer, por idealizar na minha cabeça e ponto.
Uma visão pós comercial de margarina, tá muito acima disso que realizei que seria muito chato se realmente existisse. Nada é um mar de rosas 24hrs por dia e nada nunca será assim, senão é bem isso mesmo: um saco!
Descobri que apesar dos pesares, que botando numa balança o relacionamento que levo com meu "namorido" há 4 anos foi o melhor que tive até hoje (várias bocas abertas e perguntas de 'que?como?' agora), pois foi o mais enriquecedor e o que me fez crescer, na maioria das vezes na marra eu confesso, mas foi. E no final das contas depois de acontecer um milhão de coisas, um monte de gente cruzar nossos caminhos a gente sempre volta pro mesmo lugar onde começou e sempre juntos.
É besteira querer mudar o outro, o outro querer que a gente mude. É muito melhor se adaptar, fazer algumas concessões, ganhar algumas e conviver e viver o que há pra ser vivido.
Hoje em dia me empenho muito mais em construir um relacionamento desses com a minha filha, e assim será também com o bebê 2. Porque quando a gente é mãe e tem um ser que é totalmente dependente da gente não existe isso de querer mudar, trocar, receber... ser mãe é doação e entrega. Eles vão me ter como exemplo e referência durante muito tempo da vida deles, e eu não aceito ser uma mãe "mais ou menos". Que segue com a boiada e faz porque os outros fazem ou porque é mais fácil.
Leio muito, me informo, questiono, sigo meus instintos acima de qualquer palpite seja de quem for.
Não me dou o direito de ser só "mais uma mãe", meus filhos merecem mais.
Quando me dizem que tenho sorte com a Bruna, eu não deixo de concordar... mas tenho certeza que todos os meus conceitos e minhas formas de criá-la refletem diretamente nisso. Eu crio uma pessoa, não um bicho adestrado de circo.
Taí...realizei que o relacionamento-pisciano-pós-comercial-de-margarina que sempre sonhei tenho com a Bruna e terei com esse outro bebê, é uma relação segura e estável e que ninguém pode interferir.
Entre nós só o amor que nos cabe.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Sobre não se sentir parte
Eu não sei se a gravidez já está bagunçando demais minha cabeça, se eu estou muito sensível, muito brigona ou sei mais lá o que. O fato é que eu estou me sentindo um potinho de nada no meio dessa imensidão gente e rótulos.
Tenho plena convicção das minhas verdades, posso não ser o melhor ser humano do mundo, mas me conheço.
Sei que eu sou uma mãe hiper dedicada, que nada super contra a maré.
Ser acusada de louca e uma mãe que quer criar a filha numa bolha, prum mundo que não existe sempre me fortaleceu, sempre me fascinou. Saber que eu estou sim fazendo diferente, dentro do meu possível eu crio minha filha prum mundo que eu quero que exista, que quero que ela cultive e crie os filhos dela nele também.
Meu sonho de vida é que essa desculpa do "é cultural" caia por terra e as pessoas tenham coragem de mudar aquilo que obviamente não faz bem.
Tudo muito bem, tudo muito bom até eu entrar de novo nesse mundo da gravidez. É como se fosse algo completamente novo (já que eu não havia "acordado" ainda) e eu confesso que tenho sim meus medos, pela experiência que tive e tantas outras coisas. Eu estou sim tentando mudar as coisas, como vejo e etc, mas não tenho verdades tão convictas assim simplesmente por não ter passado por isso ainda.
Aí está que a gente vai procurar apoio no meio das ET's e até encontra sim, mas na maior parte do tempo estou vendo um monte de dedos me apontando de forma agressiva e isso não é nem um pouco agradável.
Não sei. Não sei mesmo se é por causa dos hormônios bagunçados, mas eu não me sinto parte daqui e muito menos de lá.
Não me encaixo na geralzona das mães que marcam cesárea, fazem escova no cabelo e depois vão ter seus filhos paridos como se tivessem ido ao supermercado.
Mas também ainda não me encaixo no hall das corajosas mães que optam por parirem seus filhos em casa (AINDA!).
Estou me informando, lendo muito, mentalizando o que eu quero e deixando que meu corpo trabalhe pra isso, mas só estando lá pra saber né? Eu tenho um tempo pela frente pra deixar que tudo funcione e acredito que vá conseguir, não sei se em casa ou no hospital.
Mas que vai ser o meu melhor, ah, isso vai!
Tenho plena convicção das minhas verdades, posso não ser o melhor ser humano do mundo, mas me conheço.
Sei que eu sou uma mãe hiper dedicada, que nada super contra a maré.
Ser acusada de louca e uma mãe que quer criar a filha numa bolha, prum mundo que não existe sempre me fortaleceu, sempre me fascinou. Saber que eu estou sim fazendo diferente, dentro do meu possível eu crio minha filha prum mundo que eu quero que exista, que quero que ela cultive e crie os filhos dela nele também.
Meu sonho de vida é que essa desculpa do "é cultural" caia por terra e as pessoas tenham coragem de mudar aquilo que obviamente não faz bem.
Tudo muito bem, tudo muito bom até eu entrar de novo nesse mundo da gravidez. É como se fosse algo completamente novo (já que eu não havia "acordado" ainda) e eu confesso que tenho sim meus medos, pela experiência que tive e tantas outras coisas. Eu estou sim tentando mudar as coisas, como vejo e etc, mas não tenho verdades tão convictas assim simplesmente por não ter passado por isso ainda.
Aí está que a gente vai procurar apoio no meio das ET's e até encontra sim, mas na maior parte do tempo estou vendo um monte de dedos me apontando de forma agressiva e isso não é nem um pouco agradável.
Não sei. Não sei mesmo se é por causa dos hormônios bagunçados, mas eu não me sinto parte daqui e muito menos de lá.
Não me encaixo na geralzona das mães que marcam cesárea, fazem escova no cabelo e depois vão ter seus filhos paridos como se tivessem ido ao supermercado.
Mas também ainda não me encaixo no hall das corajosas mães que optam por parirem seus filhos em casa (AINDA!).
Estou me informando, lendo muito, mentalizando o que eu quero e deixando que meu corpo trabalhe pra isso, mas só estando lá pra saber né? Eu tenho um tempo pela frente pra deixar que tudo funcione e acredito que vá conseguir, não sei se em casa ou no hospital.
Mas que vai ser o meu melhor, ah, isso vai!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Sobre uma segunda chance
É um privilégio? É um presente? É a mais pura sorte?
É sim, é tudo isso e é muito mais.
Do alto do melhor momento que tenho passado na minha vida nos últimos anos, ganhei um presente, um brotinho, um feijãozinho: um bebê.
Quem é que me conhece bem e tem alguma dúvida sobre quanto gosto de ser mãe? Ninguém.
Aqui estou com os dois pés mais do que fincados na barriga-mundo mais uma vez.
Feliz, feliz, feliz da vida por ter ganho essa segunda chance, essa confiança. Assim, sem esperar, sem planejar e sem saber: estou grávida.
Embarcando na aventura de ser mãe pela segunda vez, sem cansar de repetir que estou muito feliz.
Tudo agora tem um sabor diferente, estou curtindo cada enjoô, cada momentinho. Imaginando, sonhando com esse segundo bebê e vendo nele a chance de fazer tudo diferente de mudar completamente minha vida e ter meus sonhos realizados (parto natural, amamentação e etc), confiante de que tudo será pro melhor e que falta de apoio não me influenciará mais, estou criando todo esse apoio dentro de mim mesma, procurando forças, carinho e amor em mim.
De mim pro bebê e do bebê pra mim. Sem aquela dependência desesperada dos outros.
Eu não pretendia divulgar tão cedo (pra evitar encheção de saco), mas como é que a gente não fala de algo que nos faz feliz? Como é possível segurar isso? Quero contar pro mundo todo, quero usar uma faixa dizendo "Sim, mamãe outra vez".
E quanto as encheções de saco, vão entrar por um ouvido e sair pelo outro. Estou feliz e plena e é isso que importa.
Bebêzinho, tem um amor imenso aqui pra você!
É sim, é tudo isso e é muito mais.
Do alto do melhor momento que tenho passado na minha vida nos últimos anos, ganhei um presente, um brotinho, um feijãozinho: um bebê.
Quem é que me conhece bem e tem alguma dúvida sobre quanto gosto de ser mãe? Ninguém.
Aqui estou com os dois pés mais do que fincados na barriga-mundo mais uma vez.
Feliz, feliz, feliz da vida por ter ganho essa segunda chance, essa confiança. Assim, sem esperar, sem planejar e sem saber: estou grávida.
Embarcando na aventura de ser mãe pela segunda vez, sem cansar de repetir que estou muito feliz.
Tudo agora tem um sabor diferente, estou curtindo cada enjoô, cada momentinho. Imaginando, sonhando com esse segundo bebê e vendo nele a chance de fazer tudo diferente de mudar completamente minha vida e ter meus sonhos realizados (parto natural, amamentação e etc), confiante de que tudo será pro melhor e que falta de apoio não me influenciará mais, estou criando todo esse apoio dentro de mim mesma, procurando forças, carinho e amor em mim.
De mim pro bebê e do bebê pra mim. Sem aquela dependência desesperada dos outros.
Eu não pretendia divulgar tão cedo (pra evitar encheção de saco), mas como é que a gente não fala de algo que nos faz feliz? Como é possível segurar isso? Quero contar pro mundo todo, quero usar uma faixa dizendo "Sim, mamãe outra vez".
E quanto as encheções de saco, vão entrar por um ouvido e sair pelo outro. Estou feliz e plena e é isso que importa.
Bebêzinho, tem um amor imenso aqui pra você!
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